quarta-feira, 16 de abril de 2008

Não se esqueçam!

Três cidades separam uma amizade. Distâncias que, às vezes, parecem infinitas. Cinco rapazes estão em diferentes caminhos e fazendo o que bem entendem: estão dormindo, estudando, divertindo-se, preocupados com uma prova, escutando música, jogando conversa fora.


É tão estranha a sensação: em um momento, uma união que parecia indissolúvel, éramos fortes, irmãos, mas, de repente, um vai embora, uma dor, da mesma forma, alegria, por buscar o que é melhor para si, então, outro vai, e depois mais um, enquanto outros ficam.



As vidas obrigaram a escolher e eles o fizeram, pode parecer doloroso hoje, mas estão realizando seus sonhos, todos eles. Alguns longe de suas famílias, outros tão perto delas, mas longe de seus 'irmãos'.


Eles cresceram juntos, passaram pelas mais diferentes situações. É difícil acreditar. Mas tudo é um começo, estão sempre começando, sabem que não podem parar, nunca.


Um dia vão reencontrar-se, com certeza, e vão chorar, sorrir, lembrar do passado, fazer planos para o futuro, discutir o presente. Sabem que, ainda que distantes, estão ligados por uma unidade que transcende seus sentidos.


Hoje, eles agradecem!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O Ano Novo dos anões de Jardim

Como eu disse aqui uma vez, eu falaria de tudo, inclusive de filosofia de anões de jardim.

Hoje, descreverei o Ano Novo dos pequenos seres.

Nem todos os Anões de Jardim comemoram o Natal - a maioria dos que não comemoram são pintados de vermelho.
Esta milícia radical dos anões de jardim acreditam que o ano novo é mais uma maneira dos humanos, donos e tratadores dos jardins, manter os anões alienados e submissos às vontades das donas de casas que adoram tê-los entre suas plantinhas. Esses anões, especialmente nesta data, matam todas as flores que são contra a "causa", preservando somente as flores vermelhas, eles adoram as rosas da variedade vermelha, ademais, a flor é o símbolo da facção.
Não raramente, anões radicais tentam a fuga, quase sempre frustrada, especialmente devido aos guardas dos jardins: os cães. Os caninos são chamados por estes anões de "Grande Irmão" ou "Big Brother".
Todavia, a facção vermelha dos anões diminui paulatinamente, principalmente depois que foram derrotados na Guerra Congelada, em que todos os grandes floricultores ganharam e o Muro de Tulipas foi derrubado, unindo a Floresta Negra à Floresta Branca.
A sociedade anã vive agora tempos de prosperidade, exceto pelo medo de um superaquecimento dos jardins, que faria com que os jardins fossem substituídos por piscinas, porém, os cientistas anões já estão trabalhando nisso.
Os anões comuns, por outro lado, comemoram o Ano Novo. Os mais jovens passam o dia inteiro em seus laptops de gesso mandando a mesma mensagem: "Felizinho Aninho Novinho. Beijozinho!", em bom idioma pequenês, por meio do site de relacionamento mais famoso do mundo dos jardins, o PEQUENOKUTZINHO.
Os anões de meia idade atravessam seus jardins para ver as luzes que foram penduradas para o Natal, enquanto outros celebram na beira das fontes e pulam sete ondinhas.
Os anciões, e um anão de jardim pode durar anos em um jardim, não saem do lugar com medo de se quebrarem.
Outros anões ainda têm a sorte de celebrar o ano novo com os humanos, quando são escolhidos para ser parte da decoração. Eles acham os humanos seres estranhos e os estudam frequentemente.
O sonho de muitos anões é se tornar um ser humano, para isso alguns procuram a fada azul - uma lenda muito famosa entre os anões.
Quando amanhece, todos voltam a seus lugares e retornam à sua vidinha: ser mordido por cachorros, tomar banho de chuva, algumas vezes levar urina de gatos e cães, etc. etc.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

NOITE DO JAZZ

Não! Eu realmente não gosto de Jazz!
Poderia ser estranho alguém que não gosta de Jazz, escrever um texto intitulado "Noite do Jazz", todavia, excentricidades atraem-me de maneira ímpar.
Na verdade, o jazz para mim é algo muito estranho, surreal.
Eu já dei várias chances ao Jazz, já escutei algumas músicas - o máximo que consegui -, já li sobre o assunto e já vi pessoas conversarem durante horas apaixonadas por ele. Para alguns já é até religião.
Eu tento entender qual é a dele, mas ele é complicado. O ritmo dele até hoje não me agrada. Muitos falam muitíssimo bem sobre o sujeito: que ele saiu dos guetos, da simplicidade e atingiu a intelectualidade, dizem que ele é elitizado, mas que preserva suas raízes negras, porém, com todos esses elogios, ele ainda não me conquistou - e a torcida a seu favor é grande e forte.
Eu confesso que estou tentando, que estou deixando ser levado por sua 'harmonia' e 'melodia', mas o Jazz não está tendo muito sucesso comigo.
Para se ter uma idéia, até o sertanejo já tem um pedacinho pequenino, ínfimo, minúsculo, no 'coração do meu gosto musical', e mesmo o Pagode, sujeito pelo qual tenho grande repugnância, já me fez arriscar alguns passinhos, tudo bem que eu estava em estado etílico, contudo, o Jazz, nem assim, conseguiu alguma coisa.
Bem, dessa forma sigo minha vida.
Para completar o post de hoje, aí vai um vídeo de uma música que conseguiu me conquistar:
Light's theme

Light é o nome ocidental de Raito, de Death Note, um dos melhores animes que já assisti. Quem gosta de animes sabe do que estou falando. E as músicas são muito boas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Everybody knows, shit happens!
Eu, absolutamente, não tenho idéia porque estou escrevendo aqui se eu não tenho, absolutamente, nenhuma idéia, no momento, para escrever aqui. Portanto, vou dar uma pausa e ver se alguma idéia brilhante surge - isto está ficando ridiculamente redundante.
Esqueça a pausa, algo surgiu, talvez pela 'pressão' de ter de postar algo.
No começo de novembro minha mãe disse para eu inscrever-me no concurso da Polícia Rodoviária Federal, e ela está crente que eu passarei - quero um pouco desta alterconfiança, se é que tal palavra existe, para transformá-la em autoconfiança, pois estou duvidoso a respeito de minha aprovação, espero que minha mãe esteja certa dessa vez.
Continuando, metade da população de Mato Grosso e do Pará deve estar concorrendo por estas valiosas vagas; e eu, tendo me inscrito um mês antes da prova, preocupado com o final do semestre, devo ter, obviamente, alguma chance contra aqueles que estão estudando há meses, quiçá anos, para tal concurso.
Encerrada pauta 'concurso', passo algumas páginas que tenho visitado ultimamente:

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Musicando com sono.

Música e sociedade, até porque, com certeza, seríamos piores sem ritmo!

Hoje postarei dois vídeos. Na verdade o que me atrai neles são as músicas, apesar de que em um deles pode haver referência à lei seca na Inglaterra, que não adiantou muita coisa, já que jovens bebem litros e litros até a hora em que os bares fecham. O que acontece, então? dezenas de bêbados nas ruas fazem a maior bagunça, para a alegria da Rainha! Aliás, tenho de assistir ao filme.Os vídeos são da música "Sail Away", de David Gray, em um deles é a versão original, em outra, Dj Tiesto fez alguns reparos "essenciais" - gosto da original, mas neste caso, Tiesto conseguiu fazer uma evolução da canção.

Obs.: Escrevi os comentários da música antes de ver isto em um dos vídeos: Embedding disabled by request. E minha coragem não está muito grande hoje. Mas, de qualquer forma, aí vai o link: http://br.youtube.com/watch?v=VoywO4mjUDQ

Logo contarei minha aventura para mostrar meu "amor" à pátria. Fui me apresentar hoje no quartel, na próxima conto os detalhes. O sono supracitado se deve ao fato de ter de acordar cedo para ir lá no exército.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mães

Hoje vou homenagear minha mãe que acabou de se tornar presidente da Casa da Amizade de Cáceres. Vou postar aqui o que li a ela.

Mães, por Danuza Leão

Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos,
sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.

Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar.
Mas tenham coragem, ensinem.
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem
uma segunda natureza e não um procedimento
para se ter só na frente das visitas.

Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes.
Você vai querer esganá-los freqüentemente.
Faz parte entre as pessoas que se amam.
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado,
prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e
felicidade.

Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que
se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com
que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o
filho estava com três meses de idade ela respondeu: “Mas talvez
já seja muito tarde!”.

Não morra de vergonha se seu filho der um vexame
na frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem dê bronca em público.
Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental,
elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário.
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças
e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar
frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida,
etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez
em quando prepara a criança
para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas
infelizmente acontecerem.

O palavrão. É dito por todos.
Até em televisão, escrito nos jornais, etc.
Pretender que uma criança não repita é puro delírio.
Vamos moderar.
Mas a regra de ouro seria:
palavrão na linguagem corriqueira uma coisa,
mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga.
Isso vale também para os adultos.

Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem.
O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha.
A revistinha que acabou de ler? Para o quarto.
Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro.

A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para
instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem
as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado,
patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa.
Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc...
Se encher que coma tudo.
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.
Não misturar carne com peixe.
Macarrão com farofa, etc. isso é cultura.
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar,
pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de
ficar na mesa até a hora do café.
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o
irmão.
Só gritar se for por mordida de cobra.
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia.
Alias não chamar ninguém de tia a não ser
as tias de verdade.
E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia
só.
Eu adoro bebes! Quando começa a idade da correria,
eu confesso que já adoro um pouco menos.
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime:
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe
entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por
três.
Colocam a cadeira na frente da televisão,
se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala,
o teto e etc, etc e tudo aos gritos.
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser
humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que
voam pela janela.
Jovens pais adoram essas traquinagens.
Tudo bem.
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos
não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus
filhotes.
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra
agüentar o que elas freqüentemente aprontam.

Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer
a namorada pra dormir em casa.
Dinheiro para o Motel só se você der.
Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente,
ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada
de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:
“Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?”
OK, dá. Mas e se você tem três filhos?
Vão ser três gatonas?
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana
e iria dormir no sofá da casa da minha mãe,
de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade.
Eles e eu numa boa.
Mas só ate domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.

Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em
relação as suas próprias mães.
Portanto, vá anotando, na frente dos filhos:
Mãe não namora, não toma mais de um drink,
não fala que acha o Jeff Bridge um tesão.
Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra.
Nem sabe o que quer dizer.
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona,
só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias.
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.

Nem amigos comuns se deve ter por precaução.
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa,
pareça o que eles querem que você seja, anule-se.
Tenha pouca, pouquíssima personalidade.
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca
grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se
enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse
assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e
não conte nenhuma sua.
Mãe não tem passado.
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido
na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.

Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo,
seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar
um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e
muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões.
É que eles sabem que vão poder contar com elas
como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.

Cruel? Não... apenas verdade.
E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Hoje é dia de música.

Este segundo post queria fazer sobre música, mas estou sem paciência e sem criatividade para fazer isto melhor, todavia, posso tentar.
O vídeo que segue é de uma música de Emilie Simon, responsável pela trilha sonora de "A marcha dos pinguins", aliás, filme belíssimo.


Fleur de Saison - Emilie Simon